segunda-feira, maio 17, 2010

Presente de Deus!!!

Escrito por Naiara às segunda-feira, maio 17, 2010
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Hoje eu falarei um pouco de como eu era, ou mesmo de coisas que eu fiz e nas quais foram marcas de experiencias para o que eu me tonei hoje. Em partes é uma homenagem a uma pessoa que acompanha este blog, e não é por motivos puxa-siquismos que vou falar de minha relação a ela, afinal, vivo falando de pessoas que nunca leram uma linha do meu blog, e são linda, e especiais do mesmo tamanho! E a verdade é que algumas eu fico até feliz de nem pensarem em xeretar por aqui, vai que elas entendam que eu estou falando é delas mesmo? Não tenho um circulo social de convivência tão vasto assim, é fácil de saber quando as pessoas são-me importantes ou meros comprimentos de “ois” na rua.

Aos 15 anos eu era uma pessoa sem problemas! Isto visto pelos olhos de uma mulher de 22 que tenho hoje, que fazem parecer remotos os problemas duvidas e o turbilhão que passava na minha cabeça na adolescência por ser ou pensar diferente das outras pessoas, e não me encontrar totalmente identificada no meio em que eu vivia. Depois que você passa por esta faze, descobre que ser diferente pode ser sinônimo de “interessante”, chega até ser afrodisíaco, porem, continuo sem namorado, então não caia totalmente nessa chacota.
Continuando aos relato muito íntimos dessa idade que não me traz total alegria, eu continuarei falando do lado bom dela, da identificação. Aos meus lindos e graciosos 15 anos de idade, eu era uma pseudo-rebelde-sem-causa, bem diferente dessa acomodada de hoje, minha senhora, você nem imagina. Traduzindo, o pseudo é porque eu não era totalmente rebelde, e sem causa era meu errado porque eu tinha uma causa para ser rebelde, só não articulei ela na época porque seria expor demais minha família por transtornos mentais meus, ou seja, vocês não saberão qual era o meu problema na época, porque hoje me sinto não muito mais aberta do que naquela época para falar.
Foi justamente nesta idade, no 1º ano do ensino médio (não me perguntam qual é a nomenclatura para esse grau de ensino hoje não porque eu sou do tempo que íamos até a 8ª seria do ensino fundamental e não até o 9º ano), que eu resolvi que seria inteligente! Fato cruel porque isso eu nunca fui, só que eu queria estudar, ter boas notas, e saber que elas eram de meu merecimento, mas eu deixo bem claro que isso foi somente naquele ano, depois eu me perdi no

Pois bem, voltando ao assunto inicial deste post, era primeiro dia de aula, eu ainda me lembrava da roupa que eu tinha ido, era uma saia preta justa, e uma blusa preta justa, eu fico imaginando agora como deve que tava ridículo porque eu era muito mas muito mais magra do que sou hoje, então imaginem uma vareta de cabelos pretos e longos vestida de preto, foi neste dia que a vi pela primeira vez. Não sei porque cargas d'água naquela época eu a achava muito parecida com uma prima muito distante minha, dessas que você vê a cada 5 anos em algum evento comum de família. Não precisa dizer que naquela época eu não fui com a cara dela né? Afinal me fala que pessoa que eu tenho estima eu costumo de dar bem logo assim de cara? A primeira impressão minha em geral nunca é a que predomina! Eu tive que demorar muito, mas muito tempo para conviver com aquele gênio meio arrogante que eu sentia dela, alem de que parecia que um dia eu iria encontrar meu corpo esticado em alguma vala de o quanto ela queria me matar pelas minhas notas, que nem eram lá muito diferentes das dela! O fato é, que no meio daquelas desavenças e muita, mas muita coisa nada em comum, descobri uma das pessoas mais parecidas comigo naquela escola, alguém que eu queria ficar perto dela, porque eu me sentia bem! Entendem né? Eu já falei tantas vezes que eu costumo me apaixonar pelos meu amigos muito mais do que pelas pessoas que eu deveria me envolver afetivamente, e não é de se duvidar não é mesmo? Como eu posso dizer que não amei ter passado meu ensino médio inteiro ao lado desta garota, que por mais que ela não concordasse com nada de minhas atitudes ou de minhas ações, e tenho certeza que ela me daria umas boas puxadas de orelha se me visse hoje, eu não sei o que seria daquela pseudo-rebelde-sem-causa caso eu não a tivesse conhecido.
Ano que vem ela vai se casar! Tenho certeza que ela ira realizar o sonho da vida dela e eu fico tamanhamente feliz por isso! Só não me desejem o mesmo viu? Ainda tenho muito o que me apaixonar e me decepcionar com os seres humanos até chegar o dia de dar este passo, mas as vezes eu penso nela, no altar e penso que uma partezinha de mim vai ta lá com ela! Alem de meu corpo presentíssimo no local, porque não da para ficar de fora dessa nem pelos cometas Halley caindo na minha cabeça!
Tatá, obrigada por existir na minha humilde e modesta vida!!! Eu tenho uma foto bem mais trash nossa no meu guarda roupa, mas achei que você fosse gostar desta!

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