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sábado, agosto 13, 2011

Diálogo Fictício

Escrito por Naiara às sábado, agosto 13, 2011 3 Comentários




- Podemos voltar no tempo e sermos como eramos antes?
- Que parte do antes? Quando eramos apaixonados, ou quando passamos a nos odiar?
- Chegamos algum dia a isso?
- Isso o que?
- Nos odiar?
- Perguntas, perguntas e perguntas. Até parece que só isso que conseguimos fazer. Mas não. Nunca.
- Nunca! Nunca chegamos a nos odiar o suficiente para nos afastar!
- Mas porque nos afastamos?
- Acredito que pela nossa infantilidade de assumir um para o outro que jamais conseguiríamos viver tão longe assim um do outro.
- Mas estamos vivendo... a bastante tempo...
- Mas você ainda pensa em mim.
- Sim, eu penso.
- Não era uma pergunta. Eu tenho certeza.
- Como?
- Não estaríamos tendo esta conversa, fingindo sermos amigos se não fosse verdade.
- Você poderia está apenas sonhando. Isso pode ser um sonho.
- E as frases, as deixas, as músicas?
- Apenas fruto de sua imaginação, pensando ser para você o que não é.
- Faça isso ser realidade então.
- Não posso não depende só de mim.
- Faça-me voltar no tempo, faça-me acreditar de novo nesta coisa chamada amor.
- Mas...
- Sem mas! Que seja de novo primavera, que o frio não seja interferente, que eu possa me encontrar casualmente com você, e que a chuva não seja forte a ponto de desviar nossos caminhos. Que seus olhos sejam eternamente gentis e apaixonado, e que ao dormir você feche os olhos e tenha meu rosto em seus sonhos. Que esperemos o nascer do sol, que aguardemos pela próximo rencontro. Que nenhuma dificuldade seja empecilho para nos afastar, e que nossos minutos juntos sejam eternos novamente.
- Nada é eterno.
- Pois que façamos nossas mesmas juras e que a cumpramos dessa vez. Que tenhamos nosso filho, nossa casa, nossos sonhos nossa musica sendo tocada em um domingo a tarde em que nós dois estejamos um nos braços do outro assistindo o tédio passar. Que tenhamos nossos codinomes e que por mais ridículos que sejamos ainda sim teremos um ao outro. Que nossas incertezas, nossas crises, nossas falhas sejam tão humanas que possamos superar cada uma delas, dia apos dia.
- Mas nosso tempo já passou.
- Mas não podemos voltar no tempo?
- Se voltássemos àquele tempo, ainda sim seriamos jovens. Ainda sim seriamos indefesos. Ainda sim não teríamos descoberto que por mais que possamos nos afastar, ainda retomaremos as mesmas necessidades um pelo outro. Não. Não voltemos ao tempo, ou tentemos apagar nossas imperfeiçoes que nos fez distanciarmos um do outro. Assumamos nossas culpas, nossos erros, nosso egoismo de não falar abertamente que nos amávamos. Eu quero você com todas as cicatrizes que você adquiriu comigo e com todos os outros que passaram por sua vida desde então. Quero que você me aceite com todas as conquistas e mudanças que eu tive por sua e por minha causa. Não te ofereço aquele homem de antes. Não a quero como a menina que um dia fostes. Quero uma mulher para caminhar ao meu lado. Você aceita essa oferta?
- Se eu recusasse eu acabaria assumindo que nada do que eu fiz mudou minha pessoa. Sim eu quero. Quero como se fosse o melhor dos presentes que este dia separou para mim.





Imagem: WeHeartIt

quarta-feira, março 02, 2011

Princesa

Escrito por Naiara às quarta-feira, março 02, 2011 1 Comentários


Um dia você vai saber de tudo que esta cabecinha minha um dia pensou e fantasiou a seu respeito. Como um príncipe encantado que um belo dia apareceu para salvar sua princesa da torre que a pendia você me apareceu, só que ao contrario do que a princesa esperava, você não me libertou, ao em vez disto, passou mais uma corrente naquela fechadura e colou um cadeado enfeitiçado.

Um feitiço simples porem cruel.

A liberdade foi dada a princesa, não precisava ser um príncipe encantado para tira-lá daquela torre, bastaria um simples mortal que estivesse disposto a subir aquelas escadas para toma-la nem seus braços para que ela voltasse a caminhar no campo, conversar com os animais e colher flores no caminho.
Mas ainda existiria aquela corrente enfeitiçada e aquele careado secreto, bastaria que a princesa estivesse as sós com ela mesma que nunca estaria realmente livre. Nenhum outro mortal estaria realmente pronto para recebe-la, e sempre haveria um momento no dia em que seus olhos encheriam de lagrimas e ela não seria nem forte e nem livre para se livrar delas, porque seu príncipe não seria mais nenhum outro. Mas o seu príncipe a prendeu, então porque?

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Diálogos reais dentro de um Ônibus:

Escrito por Naiara às segunda-feira, fevereiro 14, 2011 2 Comentários


Sra. 1 : _ Cê tá boa?
(Silêncio)
Sra. 1 : _ Cê tá boa fulana?
Sra. 2 : _ Tô.
Sra. 1 : _ Tão ta baum.
Sra. 2 : _ Í ocê tá boa?
Sra. 1 : _ Tô!
Sra. 2 : _ Intão ta tudo baum.

(E assim a vida continua linda!)

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Momento Fictício

Escrito por Naiara às segunda-feira, fevereiro 07, 2011 1 Comentários


Ela tinha aproximadamente 30 minutos até chegar em casa, tomar seu banho e se arrumar para sair. Tempo não era o problema, mas a ansiedade tomava conta daquele corpo de 1,70 cm de altura.
Banho, secador, vestido, maquiagem, anéis, pulseiras, salto bolsa e foi.

(...)

No final da noite, era hora de se despedir, ela hesitou em falar com ele mas era necessário ser cortez com alguém que conhecia a tantos anos:

_ Tchau. – Curta, prática e sem mais delongas ela foi.
Com um sorriso no canto da boca, uma ânsia pelo que falar ele acabou com um:
_ Foi bom te ver.
A garota sorriu amarelado. Em sua mente gritava a frase: “Pena que não posso dizer o mesmo!” Mas teve de optar por um simples sorriso amarelo e um breve:
_ Também.

(...)

Em casa, quando estava sozinha em seu quarto, preparando para dormir veio um flashback no qual ela ficou se questionando: “Porque os sentimentos mais puros que parecem durar para sempre um dia eles acabam por terminar?”

quinta-feira, novembro 25, 2010

Diálogo Fictício

Escrito por Naiara às quinta-feira, novembro 25, 2010 1 Comentários

- E se o telefone tocasse agora?
- Eu atenderia.
- E se não fosse ele?
- O erro não seria de quem atende, mas de quem não disca.

terça-feira, novembro 23, 2010

Diálogo NÃO Fictício 1

Escrito por Naiara às terça-feira, novembro 23, 2010 1 Comentários


- Mas eu superei, esqueci!
- Duvido! Você falou dele pelo menos uma vez no dia nas ultimas semanas!
- E?...
- Aposto que se ele te mandar uma mensagem você vai ficar toda derretida!


(Desculpa usar esse diálogo sem autorização, mas é que é verdade)

sexta-feira, novembro 12, 2010

Diálogo Fictício...

Escrito por Naiara às sexta-feira, novembro 12, 2010 2 Comentários




_ Eu não discuto de com meus inimigos sobre futebol, política e religião!
_ Mas então sobre o que falaremos?
_ Nos resta os assuntos referentes a Sexo, Drogas e Rock'n roll.


(Pensei neste diálogo enquanto eu viajava de volta a Ouro Preto a uma semana, enquanto eu fazia meus diálogos fictícios que nunca chegaram acontecer.)

sexta-feira, outubro 08, 2010

Diálogo Fictício

Escrito por Naiara às sexta-feira, outubro 08, 2010 1 Comentários




_ Sabe, bem que você poderia não ser cruzeirence.
_ E você bem que podia não ter uma namorada!



quarta-feira, novembro 18, 2009

Cotidiano

Escrito por Naiara às quarta-feira, novembro 18, 2009 0 Comentários
(Esse texto eu havia publicado em meu antigo blog, e por falta de inspiração ou por necessidade de publicar algo resolvi reviver este post que eu gosto bastante)

Ela terminou de fumar seu cigarro, apagou-o no cinzeiro de vidro que ficava ao lado de sua cama, esperou alguns minutos até se impulsionar para fora da cama. Já estava arrumada, precisava apenas escovar seus dentes e tirar aquele gosto da boca, passar um gloss e soltar seus cabelos longos que viviam presos por um hashi.

Após suas sucessivas averiguadas no espelho para ver se estava bem, aquele corpo magro, sem curvas muito definidas, resultado de uma imaturidade refletida na própria aparecia, ela pegou sua bolsa e foi ao seu destino: o trabalho.

Era recepcionista, aquele emprego onde acima de tudo o sorriso era sempre o mais importante dos requisitos. Havia de sorrir para todos, está sempre à disposição para atender, nunca dizer não. Sorrir para os pais, para as mães, para as crianças chatas que sempre estavam a fim de perguntar alguma coisa que não havia uma resposta, estar de bem com a vida mesmo que seu útero estivesse gritando de dor em uma cólica menstrual, lá estava ela, sempre pronta para servir, acima de qualquer coisa.
Chegou ao trabalho, aquele clima quente de uma cidade onde o verão era a única estação que conhecia realmente, mesmo estando em meio a maio, prendeu seus longos cabelos mais uma vez, guardou sua bolsa em um armário, sentou-se em frente ao computador, cumprimentou algumas das pessoas que passaram pela recepção, e foi fazer o seu trabalho.

Havia dias em que o serviço era tranqüilo, dava para conversar uma hora ou outra com algumas pessoas, andar um pouco pelo ambiente para não se entediar com a cara do computador, e ficar tomando um café de tempos em tempos. Ela não costumava fumar no ambiente de trabalho, o que causava uma aflição em suas mãos, com necessidade tanto da nicotina, como do objeto em seus dedos, era comum vê-la com um lápis, caneta, simulando seu fumo.

Era mais um dia normal de trabalho, sem muitos imprevistos, no Maximo alguns que logo seriam resolvidos com seu patrão. Era para ser mais um dia que assim que desse seu horário de fim do expediente, ela pegaria sua bolsa no armário, ascenderia seu cigarro e caminharia até sua casa, que não era muito longe dali. E foi um dia assim, mas ela não conseguiu ir para casa com a mesma sutileza de sempre.

Estava voltando do bebedouro com seu copo cheio de água bem gelada para aguentar o clima, quando ele entrou pela porta principal. Usava um uniforme de escola, azul e branco como são a maioria naquela cidade, tinha o cabelo preto, cortado curto, mas não o suficiente para ser chamado de careca. Tinha o estereótipo que a faria olhar mesmo para ele. Era mais alto que ela, bem mais alto, magro, não devia passar dos 60 kg, tinha no rosto uma barba mal feita, dessas que os adolescentes costumam esquecer de fazer por preguiça ou por querer mostrar mesmo. Usava um óculos que só de observar de longe dava para ver que pouco enxergaria sem os mesmos. Ele chegou, notou a presença dela, cumprimento-a sem olhar para cima, e se sentou no sofá, aguardando sua hora marcada.

Apenas mais um homem que chamaria a atenção dela pelo estereótipo, nada que a alarmaria, afinal, já era experiente em casos de amor passageiros por pessoas que mal conhecia. Mesmo assim ficou a observá-lo sobre o computador, desviando sempre que ele pudesse perceber que estava sendo vigiado. Ele estava a ler uma revista de algum assunto qualquer da atualidade, e de vez em quando parava para olhar as horas. Outras pessoas chegaram, mas ela esqueceu de prestar a atenção em quem elas eram, ou no que estavam fazendo, observá-lo ali, sentadinho esperando sua hora era mais divertido que falar sobre a nova crise mundial com alguém que não tinha mais nada para fazer.

Deu 17:00h, e ele entrou para a sala, e ficou por cerca de uma hora. O tempo parecia muito longo, e os papeis iam se acumulando em sua mesa, ela deveria ter tomado umas 4 xícaras de café enquanto isso, mais alguns copos d’água, mas nada do garoto sair da sala. O desejo de ascender seu cigarro que estava na bolsa era muito, mas não iria desobedecer tão facilmente sua própria regra, já estava mais do que na hora de abrir mão do vicio.

17:10...
17:25...
17:33...
17:40...

De vez em quando o telefone tocava, atendia, anotava os recados, seu trabalho tinha que ser feito, e ele haveria de sair daquela sala.

_ Elise !?
_ Oi! _ Era seu chefe chamando-a numa dessas ligações.
_ Faça-me um favor, traga os documentos da contabilidade que deixei em sua mesa hoje de manha. Estou aqui na sala ao lado.
_ Ok, estou indo. _ Ela não queria ir, já era 17:45 e provavelmente ele sairia daqui a pouco, mas não deixaria seus trabalho esperando por mais um romance breve. Pegou os papeis desejados e foi a sala mencionada.

Ouviu todas as recomendações a se fazer sobre o referido material, e já era 17:55 quando voltou para seu lugar de origem. Já era tarde, ele já havia saído, e em seu antigo lugar no sofá, onde a pouco lia uma revista qualquer, estava uma mulher de cabelos dourados, e sorriso doce que parecia transparecer uma doçura incomum. Ela sorriu de volta, afinal era este o seu trabalho, sorrir, e ser gentil com todos, mesmo que ela mesmo estivesse despedaçada.
 

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