Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, maio 11, 2010

Poema

Escrito por Naiara às terça-feira, maio 11, 2010 0 Comentários
Já é tarde, precisamos acordar
São quase meio dia, é hora de sair da cama.

Esta noite foi difícil para dormir
eu sentia frio e nada que eu fazia me aquecia.
E quando eu finalmente adormeci
Eu pude lhe ver
E em meus sonhos você me ignorou.

E o que eu faço agora
Quando tudo que você me deixou foi seu cheiro nos meus lençóis?

E como eu fico agora
Se nem meu corpo deseja outro?

Você que me fez perceber que tamanho não é documento
Que eu podia me proteger com seus grandes braços,
E caminhar me parece tão arriscado
Tão inevitável deixar de te encontrar.

Já são quase uma da tarde
Vista-se, dispa-se ou tome um banho
Saia de casa.
Aquele tempo acabou, é hora de trocar o relógio
comprar sapato novo e sorrir.
A noite é fria,
Tenha um cachecol para dormir.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Sobre Meninas e Lobos

Escrito por Naiara às sexta-feira, fevereiro 05, 2010 0 Comentários
Experiências nessa vida é o que não tardam por acontecer. Você pode se sentir bem por muitas delas ruins não terem acontecido com você, mas elas tentem a procurar justamente estas pessoas despreocupadas e abertas a essas oportunidades únicas, como a de ser assaltada.

Domingo deveria ser um dia lindo para mim, estava em Ouro Preto, havia acordado animada e disposta a colocar minha vida em dia, lavar roupas, cuidar da aparência, ouvir musica no último volume sem me importar se alguém iria reclamar ou não. Pobre vulnerabilidade que acabou por acontecer coisas que não estavam no meus planos de maneira alguma!

Apesar da cidade ser propicia ao mofo, este ano tive o prazer de deixar uma pequena quantidade de roupas aqui, somando ao fato das poucas chuvas na região, a casa estava em uma situação legal, só um pouco de ventilação seria necessário para acabar com todo o cheiro de ambiente fechado. E foi o que eu fiz, abri todas as janelas, deixei o ar circular, juntei algumas roupas e fui lavar. Liguei o som alto na sala de estudos, e assim passei boa parte da manhã.

Quando terminei, senti falta de encontrar o meu celular no meu quarto. Acreditando que eu havia o colocado em algum lugar vasculhei toda a casa, cm por cm e nada de encontrá-lo. As janelas estavam abertas, era domingo, quando há pouquíssimo movimento na rua, e ainda por cima qualquer coisa que acontecesse no interior do meu quarto, eu não ouviria, porque o barulho da maquina de lavar e do som não ajudariam em nada.

Depois de procurar, ligar no meu numero e só da fora de área, olhar pelo numero oi meus créditos e descobrir que eles foram gastos, investigar se poderia alguém ter entrado na casa e descobrir uma pegada na janela, e averiguar que meu mp4 não estava no lugar que eu o deixei, percebo que fui vitima de um roubo.

Difícil é descrever qual é a sensação quando a “ficha cai” e que se percebe sua imprudência, e o que poderia ter acontecido de pior se eu tivesse visto a pessoa entrando pela minha janela. Ainda bem que foi apenas um celular e um mp4 que quase não funcionava, poderia ser algo de maior valor ou mesmo uma situação mais peculiar, já que eu era a única pessoa em uma casa grande, na qual não havia ninguém na rua para me socorrer.

Pânico talvez fosse uma palavra boa para descrever meus atos a seguir. Nunca me tranquei e fiquei tão obcecada pela idéia de se manter segura em um lugar. Recebi uma visita na segunda à noite na qual disparei a tremer do memento que tocou a campainha até depois que eles haviam partido. É uma sensação de sufoco e impotência, na qual você não pode reagir. É como se a sua idéia de segurança fosse falha, e que em todos os lugares algo de ruim pode acontecer.

Desde então tenho sonhado que tem alguém entrando no meu quarto. Espero que isso acabe em breve. Não sem sido legal acordar deste tipo de sonho, ou melhor pesadelo.

 

Sonhos Loucura & Realidade Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos