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sexta-feira, setembro 09, 2011

Mentiras que eu mesma me conto

Escrito por Naiara às sexta-feira, setembro 09, 2011 4 Comentários
Eu não tinha o hábito de mentir. Acho que esta sempre foi uma das minhas maiores fraquezas em relação a minha sinceridade obsessiva, mas depois de um tempo, creio eu que se você não mente para outras pessoas, você se torna alvo de outras mentiras, as que você conta para si mesmo para se enganar. Comigo tem sido assim. Eu contei a mim mesma um conto de fadas maquiado e sombreado com as palavras mais bonitas que eu poderia  auto contar-me e realmente venho acreditando nele. Falei a mim mesma poesias bonitas e acabei me apaixonando pelo som das palavras, quando na verdade o que eu precisava mesmo é de uma dose de realidade que me fizesse acordar para o mundo e para as coisas como elas são.
Mas eu não quero no momento acordar para a realidade que todos os dias bate na minha porta e me chama para viver. Não, eu não posso. Não sou adaptada as mudanças que acontece no mundo em questão de segundos. Eu sempre tento atrasar tudo, o estagnado me é mais confortável no momento do que desbravar o mundo, mas as coisas e lugares que eu amava antes, hoje parecem sombrios demais para eu querer está lá. Antes era mais fácil as mudanças, creio que é neste momento que percebo que cresci. Posso esta vivendo um deja vu que me ocorreu da mesma, ou quase mesma forma a 5 anos atrás. Mas a cinco anos atrás eu sabia o que estava acontecendo, eu sabia o que eu queria, só não sabia quando eu conseguiria.
Volte-me no tempo e me coloque lá que talvez aquela garota que eu fui seja mais determinada do que esta que se apresenta a vós. O tempo muda as pessoas, o sistema as cansa, tira delas o vigor da adolescência, e isto tem sido uma verdadeira catástrofe na minha vida.
Eu tenho o direito de viver minhas crises, mas esta se parece tão grande com meus poços de mentiras contados dia a dia a mim mesma que parece que nunca chegará ao fim, e quando se chegar, eu verei que estarei em um outro lugar, não o que eu realmente creio que irei “voltar”, mas algo novo, com pessoas novas e minha desmotivação para começar algo de novo!
Sim, eu me transformei em uma velha rabugenta que não pretende mudar nada em sua vida, mas eu já era assim mesmo quando criança e não queria crescer e enfrentar os problemas do mundo. Mas no fundo ainda me sinto com a mesma insegurança de meus 15, 16 anos... só que sem a motivação de ir adiante.
 

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